Escarificação

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A escarificação, como a conhecemos hoje, está inserida no Brasil há aproximadamente 8 anos.
Fato curioso é que os primeiros artistas da escarificação nacionais não atuam mais no ramo, o que dificulta bastante o nosso entendimento de como tudo exatamente começou e aconteceu por aqui. Tudo o que sabemos é que os primeiros “escarificadores” e/ou artistas da escarificação, são até hoje citados como grande referencial pelos profissionais que ainda atuam no Brasil.
Dentre os artistas que começaram com a escarificação em terras brasileiras, temos o André Fernandes, que se destacou tanto nacional quanto internacionalmente, sendo referência para muitos profissionais da body modification até hoje.
Não podemos dizer que existe um cenário nacional artisticamente forte para escarificação, são alguns poucos bons artistas que se dividem pelos estados brasileiros.
Visando o cenário da escarificação e da body mod como um todo, Danilo Skatuaba e Luciano Iritsu desenvolveram a Conscar, utilizando como referência e base a Scar Wars, evento voltado exclusivamente para a escarificação e que acontece nos Estados Unidos.
A Scar Wars sempre reúne os melhores artistas da escarificação do mundo. Falando neles, eis alguns dos nomes mais importantes da cena mundial Lukas Zpira, Steve Haworth, Ryan Ouellette, Brian Decker, Blair, Jesse Villemaire, Ron Garza, Dave Gillstrap, Wayde Dunn, Rata, dentre outros.
Acompanhem agora uma entrevista que fizemos com alguns dos principais artistas nacionais e que gentilmente colaboraram com esse artigo e, estão (talvez ainda que inconscientemente), escrevendo a história da escarificação primitiva moderna brasileira!
Vamos conhecer um pouco mais sobre as dificuldades, referências e conhecer a opinião de quem realmente entende do assunto!

T. Angel: Há quanto tempo vocês são artistas da escarificação?
João Caldara: trabalho com escarificação há 4 anos.
Valnei: trabalho com escarificação desde 2003. Iniciei meus trabalhos após uma viagem que fiz para Belo Horizonte e pude ver o Gastão (Felipe Tofani) trabalhando com isso.
Raldy: já trabalho com escarificação há 6 anos, desde 2002
Skatuaba: 2 anos
Dark Freak: há 1 ano

T. Angel: Como surgiu o interesse pela arte?
João Caldara: o interesse surgiu, pois gosto muito das artes tribais e a escarificação é uma delas, que é muito interessante. No início eu queria fazer uma em mim para saber qual seria a intensidade da dor, os cuidados e tudo mais, então procurei um ótimo artista brasileiro, o Freak Garcia, com quem fiz minha primeira escarificação.
Tudo isso se tornou uma inspiração para que eu começasse a trabalhar com essa arte.
Valnei: pela própria evolução do meu trabalho, os piercings básicos só foram os primeiros passos que dei. Como tudo sugere uma evolução, para meu trabalho não foi diferente.
Sempre tive interesse em toda forma de customizar o corpo, transformá-lo em único.
A scar para mim é uma ótima forma de customizar o corpo, uma marca forte.
Fazer scar é forte, maltratar a scar é forte, transformar a fase de corte até a cicatriz é forte, chegar até a arte final da scar, que seria a queloide, é forte.
Tudo pede uma evolução, comecei com os piercings básicos, depois scar, depois suspensão, depois implantes e assim foi indo, sem muita pressa, sem muita agonia.
Raldy: Sempre gostei das culturas tribais, por exemplo, os povos africanos que marcam fases da vida com a escarificação.
Skatuaba: observando outros artistas.
Dark Freak: Sempre achei cicatrizes interessantes.
Já tinha visto algumas scars bizarras, mas foi quando eu conheci o trabalho do Lukas Zpira e vi o quanto se podia ir além com uma cicatriz, formar muitos desenhos interessantes.

T. Angel: Quais os principais nomes da escarificação no mundo?
João Caldara: Freak Garcia, Valnei Santos, André Fernandes, Brian Decker, Blair, Jesse Villemaire, Ron Garza, Ryan Ouellete, Dave Gillstrap e Rata.
Valnei: putz! Aqui no Brasil curto muito o trabalho do André Fernandes, do Sick e do João Caldara.
Para mim, o João é a pessoa mais interessada em scar no Brasil. Ele começou há pouco tempo, mas evoluiu de uma forma muito grande e honesta.
Fora do Brasil tem muita gente, mas sempre acabo me perdendo nos nomes. (risos)
Raldy: bom, em minha opinião é o Blair e o Ryan.
Skatuaba: Soletub, Lukas Zpira, Brian Decker, Ron Garza, André Fernandes e muitos outros.
Dark Freak: Lukas Zpira, Ryan Ouellette, entre outros.
T. Angel: Quais os artistas que os influenciaram?
João Caldara: Freak Garcia, Valnei Santos, Marcelo Rodrigues, Felipe Tofani.
Valnei: atualmente Brian, da Precision Body Art. Mais os trabalhos do Lukas e do Emilio, porque foram os primeiros que eu vi e me ajudaram a dar meus primeiros passos e achar o meu estilo.
Mas a pessoa que mais agradeço no mundo foi o André Fernandes, que sentou do meu lado e me ensinou o passo-a-passo. Ele me deu uma direção e teve muita paciência comigo, numa época que não tinha nem revista importada em Recife, onde não tinha onde se comprar material de piercing e tatuagem. Nesse momento estava aprendendo com André a fazer scar, isso foi muito importante profissionalmente para mim.
Raldy: Um antigo artista de body modification: RAPOSA
Skatuaba: influência é relativo.
Eu já conheci vários artistas do mundo todo, inclusive pessoas próximas ao Soletub, que eu considero o melhor. Porém nunca ele, mas diria que ele me influenciou mais.
Claro que não posso deixar de citar o André Fernandes que me ensinou quase 90% do que eu sei de procedimento/técnica.
Dark Freak: Lukas Zpira, foi após ver os trabalhos dele que me inspirei.

T. Angel: Comentem o cenário atual da escarificação no país?
Luciano Iritsu: Em minha opinião, a scar não vai ser tão divulgada porque existem poucas pessoas que conhecem e se interessam pela arte e, por esse motivo não será tão banalizada quanto à tatuagem e o piercing. Assim espero!
João Caldara: acho que se fossem uns 2 anos atrás eu iria afirmar que o cenário de scar estava muito bom, com ótimos profissionais trabalhando direito e, muitos trabalhos bons por ai.
Mas hoje o cenário está muito parecido com o do piercing: banalizado!
Todo profissional de body piercing acha que também tem que ser profissional em escarificação, onde o cenário da scar entra em decadência. Muita gente querendo se meter onde não deve.
Sei que existem muitos profissionais bons que estão crescendo agora, mas tem muita gente que só tem feito besteira.
Valnei: sinceramente vejo com os seguintes olhos: muita gente fazendo merda e se aproveitando da scar para conseguir status e reconhecimento. É isso o que vejo, é isso o que sinto.
Da noite para o dia surgiram inúmeros escarificadores que mal sabem fazer um piercing básico. Sem noção de nada, sem noção de higiene, de ética das coisas.
Como por exemplo: para que fazer uma scar para aparecer em programas de televisão?
Me diz ai, para que isso? O que ganhamos com isso? Aumento de clientes e admiradores?
Claro que não, apenas chamamos atenção da vigilância sanitária, conselhos médicos e outros órgãos que nunca nem deveriam saber que existe scar no Brasil.
Isso que vejo hoje em dia: gente que não tem como chamar atenção para seus trabalhos, por simplesmente não terem talento para isso e começam a fazer scar a torto e a direito.
Fico de cara com o monte de escarificadores que surgem da noite para o dia. Gente que não tem o mínimo de talento para NADA e se aproveitam da scar, das suspensões e de implantes para chamar atenção. Ganhar status e mais “pontos” no fotolog.
Isso me enoja e me deixa muito irado, porque não vejo seriedade e respeito mais.
Muita gente que fala que gosta e etc, deveria era parar de fazer scar.
Já que gosta tanto, parem de estragar isso.
Raldy: pouco conhecida.
Skatuaba: a cena tem crescido muito, porém, estancou no Brasil.
Ainda é muito mal vista.
Dark Freak: Assim como outros trabalhos de body mod, a scar vem sendo denegrida por pessoas ignorantes que não tem a mínima idéia do que esta fazendo.
Pessoas sanguinárias e não artistas. Acham que é só cortar e mais nada.

T. Angel: A Conscar é o único evento no Brasil, voltado somente para escarificação, qual a idéia de vocês sobre a iniciativa e o evento num contexto geral?
João Caldara: Eu acho uma ótima idéia, pois se existe um evento só para tatuagem e piercing, por que não fazer um evento de escarificação?
Assim fica mais fácil as pessoas conhecerem essa arte. Eu mesmo já participei das 2 edições, então posso falar que foi uma iniciativa muito boa, porém, ainda tem muita coisa para melhorar no evento, mais organização, mais profissionalismo, dentre outros detalhes.
Valnei: acho muito válida a idéia do Luciano, qualquer pessoa que tenha atitude de querer fazer uma divulgação em alguma coisa desse tipo, de forma honesta e profissional, vai ter meu apoio.
Estive na primeira edição, achei muito bacana e divertido, embora não tenha ido tanta gente como todo mundo esperou, mas foi muito divertido e sério em termos de higiene e segurança de trabalho.
Espero que cresça cada dia mais eventos como esse por todo o Brasil.
Raldy: Bom eu acho uma boa idéia desde que tenha profissionais qualificados participando, será bem vinda.
A Conscar e uma imitação da Scarwars, a diferença é que lá participam profissionais de verdade, que já atuam há mais de 15 anos na área da escarificação.
Acho que deveria haver uma melhor seleção de profissionais aqui na Conscar.
Skatuaba: Eu a criei na minha cabeça e com a ajuda do Luciano e do André, ela “andou”.
Ano passado não tive nada haver com o evento, a não ser o fato de ter ido.
Eu sou suspeito para falar de qualquer coisa, porém, quem tava lá no ultimo dia do ano de 2006 sabe o quão gostoso o evento foi. Eu ouvi algumas críticas, como “poucas scars” e “falta todo tipo de lâmina”.
Claro que erros sempre acontecem, porém, posso dizer que a de 2006 contou com limpeza, coisa que falta nos eventos do Brasil. Digo que não economizamos em papel e nem em nada. Claro que algumas coisas não tinham, mas eu não sou de ferro e praticamente tive que cuidar do evento conciliando ser aprendiz do André, coisa que quem já foi sabe que é gostoso, porém, é cansativo.
Na dúvida é só lembrar o que o Hiodi passou na mão do seu “mestre” no Miami Ink.
Dark Freak: Faltando alguns ajustes, mas um evento muito bom. O Iritsu esta de parabéns.

T. Angel: Existe alguma bibliografia para o assunto?
João Caldara: não posso afirmar sobre uma bibliografia específica para escarificação, mas com certeza há livros que explicam a cultura indígena incluindo este tipo de arte.
A página da internet http://fr.wikipedia.org/wiki/Scarification fala também sobre escarificação.
Raldy: Modern Primitives é um bom livro

T. Angel: Qual a forma que vocês se atualizam sobre técnicas, instrumentos e métodos de trabalho?
João Caldara: Com profissionais que trabalham dentro e fora do Brasil.
Tenho o site www.bmezine.com como um exemplo também, nesse site aprendi muito.
Valnei: sinceramente, na prática hoje em dia.
Mas já li muita coisa em livros de anatomia, bmezine.com sempre foi uma grande fonte para mim e claro, vendo outros artistas trabalhando.
Raldy: para mim nem uma forma, escarificar é algo tribal e cortar não existe um método certo, ou nem uma técnica apropriada para se fazer isso.
Skatuaba: conversando. O brasileiro ainda não aprendeu que tem muito gringo que já fez o que você está pensando em fazer e ele pode te falar o resultado.
Claro que você é quem manda nas suas idéias e pode repetir as experiências.
Porém eu não troco um bom intercâmbio de informações por nada.

T. Angel: Qual o preço médio de uma escarificação?
João Caldara: eu só passo o preço quando vejo o trabalho que a pessoa quer fazer.
Cobro de acordo com o tamanho do desenho, se é muito detalhado, se tem remoção de pele, tudo isso conta na hora de passar o valor para pessoa.
Valnei: na verdade, quase todos meus grandes trabalhos de scar foram dados. Eu estava afim de fazer e a pessoa afim de uma scar.
Não vou deixar de fazer um trabalho em alguém porque a pessoa não tem dinheiro, aliás, fali meu estúdio por isso, por não saber cobrar as coisas.
Mas como moro num lugar super difícil de se ganhar grana, que é o Nordeste, não vou deixar de executar um trabalho em alguém por falta de dinheiro.
Mas já cobrei scar, tipo entre R$120,00 a R$300,00. Tudo varia muito de acordo com a condição financeira dos meus clientes. Não quero ficar rico, quero apenas trabalhar!
Acho que um preço bom seria em torno de R$120,00 a R$150,00, acho eu.
Gostaria de saber opiniões de outros profissionais a respeito disso.
Raldy: as minhas são em torno de R$150,00 um trabalho pequeno.
Skatuaba: no Brasil depende. Normalmente tão afim e fazem de graça.
Eu como era “iniciante” sempre cobrei o preço do material mais um cafezinho (R$50,00).
Mas a maioria dá de graça. Lá fora, o preço médio é de 200 a 1000 dólares, dependendo do tamanho e complexidade.
Dark Freak: depende da dificuldade do desenho, lembrando que nem todo desenho pode se fazer em scar, pois os traços podem se unir e o desenho se perder. O preço médio de uma pequena R$50,00.

T. Angel: Quais os motivos que levam uma pessoa procurar por vocês para fazer uma escarificação? [Exemplos: religiosos, ritualísticos, estéticos e etc.]
João Caldara: acho que a maioria das pessoas que vieram me procurar foi pela estética mesmo, mas muita gente me procurou porque já conhecia a arte.
Valnei: hum, complicado essa pergunta, acho que pelo menos meus clientes, seriam por estética mesmo. Vê um desenho, gostam dele e imaginam ele em relevo.
Raldy: na maioria das vezes nem uma das três, as pessoas sempre procuram por ser algo novo, algo que dói, então, as pessoas encaram como desafio, coragem, essas coisas. Às vezes estéticos.
Skatuaba: EU sempre acredito que é pessoal e significa uma mudança, eu nunca perguntei o porquê das coisas, mesmo porque eu não tenho boa memória pra esse tipo de assunto. Memória seletiva é assim.
Dark Freak: todos esses citados, cada pessoa procura por um intuito.
Já fiz scar em cliente apenas por estética e, em clientes por motivos religiosos.

T. Angel: Quais são as carências para este universo?
João Caldara: menos preconceito com essa arte, ter acesso a materiais melhores, poder trabalhar com essa arte como um tatuador trabalha no dia-a-dia, ter mais aceitação do público em geral.
Valnei: no meu caso, a carência e morar numa região pobre e subdesenvolvida, onde as pessoas não têm acesso à cultura, com isso, deixam de conhecer outras formas de cultura, como a scar por exemplo.
Moro em uma região que qualquer forma de manifestação fora do comum é considerada “coisas de loucos”, “drogados” e etc.
Você acha que é difícil ser freak? Difícil é ser freak no Nordeste, isso sim!
Raldy: as pessoas serem mais cultas, procurarem saber mais sobre o que querem fazer, e o porquê..
Skatuaba: falta de conhecimento.
Dark Freak: todo trabalho de body mod está com carência de algo, principalmente de profissionais, pessoas que apreciem a arte e não que estão em busca do rótulo de “modifier”.

T. Angel: Deixem algum comentário que considerem pertinente:
João Caldara: bom, trabalho com essa arte há quatro anos, sei muito bem o que estou fazendo, peço às pessoas que curtem essa arte e que querem ter alguma coisa desse estilo no corpo, que procurem um profissional da área para fazer, não façam isso em casa, nem com qualquer pessoa que se diz artista em escarificação.
Antes de fazer uma scar com qualquer um, peça para ver o portfólio, verifique há quanto tempo ele trabalha com isso e se os materiais que ele usa são esterilizados em autoclave e se são descartáveis.
Valnei: algumas coisas nascem e morrem: mas no caso da body mod no Brasil nem nasceu direito e já esta condenada à morte. Motivo: o desgraçado ego humano!
Pessoas desqualificadas, pessoas sem o mínimo de talento para as coisas, pessoas sem brilho próprio e mais, pessoas que querem uma forma de chamar a atenção e ter um pouco de brilho, procuram na body mod uma maneira de aparecer, ganhar status e novos amigos. Infelizmente hoje em dia, vejo pessoas apenas interessadas no próprio ego e status, querem ser famosas, querem ter o perfil lotado no Orkut, querem andar nas convenções e chamar a atenção, querem aparecer em revista e qualquer outra forma. Não importa em que revista, em que programa de TV, o que importa é chamar a atenção, apenas isso.
Deixam de lado à ética, a evolução dos trabalhos, a arte fica de lado.
Não vejo pessoas interessadas em quererem aprender mais nada, é como se já soubessem de tudo, como se fosse uma coisa de criança, onde não se tem muito que fazer. Resultado de tudo isso? Joelhos estourados em pleno programa de TV, implantes e outras intervenções cirúrgicas em programa da ELIANA (??????) Gente despencando das alturas em pleno programa FALA QUE TE ESCUTO?
Para que isso? Por que isso? Apenas em nome do status e do maldito ego que transpassa o bom senso e a responsabilidade.
Mês passado, deixei de conseguir lugar pra fazer suspensão em Fortaleza, porque muita gente tinha visto o episódio dos joelhos estourados e tiveram medo de acontecer a mesma coisa, ou seja: moleques brincando de adultos atrapalharam meu trabalho.
Será que vai ter que morrer alguém para essa turma ter medo e frear as brincadeiras?
Pensa bem na forma que você quer chamar a atenção e nas conseqüências, que elas virão depois apenas em nome do seu ego e status.
Raldy: eu acho a escarificação algo complexo e sagrado, são para poucos.
Já que muitas pessoas recorrem a esse método sem saberem de nada, se você é profissional de escarificação, procure conversar com seu cliente, saber o porquê ele quer fazer isso. Explique para ele tudo que você sabe a respeito dessa arte, deixe-o ciente de tudo. Sobre o quanto dói e, que é algo irreversível.
Skatuaba: Que os bons piercers estão acabando e é engraçado pensar nisso, 90% dos caras que são bons mesmos já pararam com isso ou tem planos para. É de se pensar pra onde estamos indo com tudo.

Fotos de trabalhos realizados pelos artistas que colaboraram com esse artigo:

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About T. Angel

No cenário da modificação corporal brasileiro desde 1997, inicialmente como entusiasta e posteriormente atuando no campo da pesquisa. Parte de seu trabalho está incluso no livro "A Modificação Corporal no Brasil - 1980-1990" e grande parte depositada aqui no FRRRKguys.com.br.