Conversas sobre gordofobia e corpos-gêneros dissidentes

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Bibi Abigail, Magô Tonhon e Jup do Bairro discutiram a gordofobia. Foto; T. Angel

A mostra Nosso Jeito Assim que está acontecendo no Sesc Osasco tem trazido discussões urgentes e fundamentais para que melhoremos enquanto sociedade. Ontem foi momento para discutirmos sobre gordofobia e corpos-gêneros dissidentes.

Os trabalhos foram abertos com a performance Ofélia, a travesti gorda. Escrita por Helena Vieira e dirigida por Rodrigo Abreu, a performance conta a história de Ofélia, uma travesti gorda, viciada em Coca-Cola. Interpretada por Magô Tonhon, a personagem se confronta om as roupas pequenas, a imposição da magreza, a depressão e a vida sexual de uma mulher fora dos padrões estéticos. A ação é provocativa e satiriza criticamente a construção viciada que temos sobre o que um corpo de mulher pode e deve ser.

Na sequência o público foi convidado para participar da roda de conversa que buscava refletir sobre gordofobia e corpos-gêneros dissidentes com a participação da Jup do Bairro e Bibi Abigail, com mediação de Magô.

A conversa discutiu obviamente as dores e opressões que afetam os corpos gordos, pontuando a gordofobia como uma violência estrutural que impacta da vida afetiva à vida profissional, mas buscou sair da lógica vampiresca, como colocou Bibi, e também buscou pensar e provocar para que pensássemos as potencialidades dos corpos gordos para além das dores.

A programação do Nosso Jeito Assim vai até sexta-feira, confira a programação abaixo.

Nosso jeito assim no Sesc Osasco – Programação completa:

Shows:

Pajubá – Linn da Quebrada
Dia 29/8, quinta, ás 20h
Tenda 1 | Grátis

Bate-papos:

Papel social de redes e coletivos – Com Alan Costa (Afrobapho), Ana Giselle (MARSHA! Trans), Monique Lemos (BATEKOO) e Neon Cunha (Revolta da Lâmpada) com  mediação de Magô Tonhon 
Dia 30/8, sexta, às 20h
Tenda 2 | Grátis

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Plataforma criada em 2006 que vive, investiga e fomenta a cultura da modificação corporal e diferentes usos do corpo.