Campanha publicitária da Sprite Noruega aborda a modificação corporal

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Foto: divulgação / Facebook 

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A Sprite Noruega lançou a campanha publicitária Sprite Presents, uma série de pequeno vídeos em que a marca apresenta pessoas e profissões. Até o momento quatro comerciais foram divulgados: Cezinando, um artista da música e letrista; Julia Aida, uma ilustradora ligada ao grafite; Johanna Siring, uma fotógrafa ligada com a moda; e também, e aqui onde particularmente nos interessa, o de Sala, body piercer e modificador corporal.  

Alguns pontos são importantes destacar, o primeiro deles seria o da importância em se ver – aos poucos – o corpo modificado receber o status de belo e daquilo que pode ser bom. Poucas décadas atrás era impensável o uso de uma pessoa com modificações corporais para representar e/ou vender um produto como sinônimo de algo positivo ou de qualidade. 

O segundo ponto de muita importância seria o de se entender o ofício do perfurador ou modificador corporal como uma profissão. Profissionais das áreas das modificações corporais (tatuagem, piercing e demais técnicas) por bastante tempo foram marginalizados e suas profissões menosprezadas ou entendidas como infrutíferas ou sem a chance de sucesso. Nesse sentido a história tem sido implacável e profissionais do body piercing tem nos ensinado e mostrado um mundo de novas possibilidades, com uma indústria que cresce a cada ano e com profissionais que se capacitam cada vez mais. 

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No pequeno vídeo de Sala – que inclusive esteve recentemente no Brasil – temos um pequeno contato com o que aparenta ser o seu cotidiano em Oslo, Noruega. Dentro de sua profissão, ele nos diz da importância de se conectar com seus e suas clientes afim de que a experiência seja positiva e repete algumas vezes que o body piercing é uma forma de expressão e arte.  

Por fim, e nem por isso menos importante, Sala encerra o vídeo dizendo que é um body piercer e modificador corporal. Em tempos em que técnicas além da tatuagem e body piercing sofrem um processo de demonização pela própria comunidade da modificação corporal – principalmente no Brasil, mas não só aqui obviamente  – esse registro em uma peça publicitária é de tamanha importância e nos faz pensar sobre o quanto temos introjetando o discurso dominante ou permitindo que isso aconteça em nome de projetos pessoais de poder. 

Os tempos estão mudando, o processo é lento, mas já está acontecendo. 

Abaixo você confere o vídeo (em inglês), assista!

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