Em defesa dos animais, ativistas passam por experiências radicais

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Fotos: Divulgação

Alice Newstead(Alice Newstead, Se Sheperd, França, 2009)

É sabido que os animais sofrem todos os tipos de males para atender as “necessidades” dos bichos que somos nós… Quando escrevo necessidade – por isso as aspas -, não me refiro como algo essencial ou com a qual fosse impossível a vida dos homens e mulheres na Terra. Falo de uma necessidade supérflua criada culturalmente, que por fim visa atender as demandas do próprio sistema capitalista,  seguido do consumismo e etc.
O consumo de animais – para os tantos fins que nós absurdamente conseguimos criar – demarca de uma forma cruel a segregação e desigualdade social a qual estamos todos fazendo parte. É uma ofensa – assim deveríamos nos sentir – saber que enquanto há milhares de pessoas morrendo de fome mundo afora, existem aqueles poucos que se banqueteiam com Kobe Beef, Caviar Beluga e afins.
Existe uma parte muito obscura dos seres humanos e outra parte contraditória. As pessoas se comovem em ver um cachorro sendo espancado, mas não acontece o mesmo enquanto estão com a boca cheia de carne (suculenta, como costumam dizer)… Será que essas pessoas pensam que os bois, vacas, frangos, peixes, morrem de tanto amor que recebem? Bom, em tempos tão escuros, comemoremos que ainda há aquele(a)s que se comovem com um cachorro.

“Por exemplo, hoje, usamos 1,5 mil litros de água para produzir um quilo de cereais e dez vezes mais, 15 mil litros, para produzir um quilo de carne. Não poderemos alimentar nove bilhões de pessoas com esse padrão em 2050.”
José Graziano (Diretor-geral da ONU para a Alimentação e a Agricultura)¹

Pensando em todas essas questões e tantas outras que não caberiam aqui agora, ativistas de todo mundo estão cada vez mais empenhados em suas lutas. Alguns grupos estão colocando seus próprios corpos em testes aos quais os animais normalmente são submetidos.
Perfurações, cortes, queimaduras, suspensões corporais são algumas técnicas usadas por esses ativistas que batalham contra o especismo. Grosso modo, é uma tentativa legitima de mostrar o quanto somos monstros e o quanto somos superficiais no tratamento daquilo que consideramos inumanos.

Há registros de algumas ações acontecendo pelo Brasil também. Soubemos de uma que aconteceu recentemente em Sorocaba. Deixamos aqui todo o nosso apoio e solidariedade para com esses artistas e ativistas.

Em 2009 na França a ativista Alice Newstead, realizou uma suspensão corporal para protestar contra a pesca dos tubarões.

“Cerca de 100 milhões de tubarões são caçados todos os anos e inúmeras espécies viram sua população diminuir mais de 80% nas últimas décadas, segundo diversas ONGs. Os animais são muito apreciados por suas nadadeiras, sua carne, cartilagem e azeite.”
Folha de São Paulo

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Grupo de ativistas de Israel passa por queimaduras com ferro quente (branding)

Performance da artista Emily Moran Barwick dos Estados Unidos da América, também trabalhando com a queimadura (branding)

Mais registros: http://www.aroomforelephants.net/the-branding.html

“Pensei mais de uma vez que, quando se trata de animais, todo homem é um nazista.” – Isaac Bashevis Singer, O Penitente

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¹ Fonte: http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/213726_HOJE+NAO+EXISTE+ESCASSEZ+DE+ALIMENTOS+

Dica de filmes (clique no título para assistir)
A Carne é Fraca

Earthlings

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About T. Angel

No cenário da modificação corporal brasileiro desde 1997, inicialmente como entusiasta e posteriormente atuando no campo da pesquisa. Parte de seu trabalho está incluso no livro "A Modificação Corporal no Brasil - 1980-1990" e grande parte depositada aqui no FRRRKguys.com.br.