Perfure como uma garota: projeto busca dar visibilidade para mulheres profissionais do piercing

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Perfure como uma garota busca dar visibilidade e empoderar. Foto: divulgação

 
 
O projeto Perfure como uma garota surgiu da necessidade de dar destaque ao trabalho das mulheres que trabalham com o body piercing na cena brasileira de modificações corporais. Infelizmente a maioria das body piercers já passou por algum tipo de preconceito machista na área e não só no Brasil, uma vez que o sexista machista é uma estrutura presente em todos os lugares do mundo. Uma das organizadoras do projeto é Sylvia Nakamura, piercer de Londrina, que nos contou que “nossa opinião às vezes é desvalorizada, apenas por sermos mulheres“.
 

A body piercer Sylvia Nakamura nos contou detalhes do projeto. Foto: divulgação

 
A ideia do projeto veio de uma estampa de camiseta que Sylvia criou em conjunto com as piercers Tamiris Marques e Mayumi Kariya. Elas estavam discutindo em como fazer e o que fazer durante o período das eleições, como uma reação antifascista. O estopim para isso foi o resultado desastroso do segundo turno. Naquela dia fizeram a ilustração Piercers against fascism (Perfuradores contra o fascismo), que teve um apoio super legal, inclusive de estrangeiros. 
 

Tamiris Marques é piercer em São Paulo. Foto: divulgação

 

Mayumi Kariya é piercer em Arapongas, Paraná. Foto: divulgação

 
A partir daí, a ideia do Perfure como uma garota se concretizou. “Publicamos a estampa e ganhou muito mais destaque que esperávamos“, afirmou Sylvia e completou dizendo:
 
“Horas depois da publicação da estampa da camiseta, Ana Valentim me chamou para conversar sobre criarmos um perfil no Instagram buscando dar destaque para as perfuradoras que trabalham com com piercing seguro e material de qualidade, dentro das nossas condições atuais, procurando evolução sempre.”
 

A body piercer Ana Valentim é uma das criadoras do projeto. Foto: divulgação

 
Nas palavras de Ana Valentim, piercer do interior de São Paulo, sobre o projeto:
“Quem quer entrar para o projeto, responde a um roteiro básico sobre como trabalha. Isso se deve ao fato de querermos divulgar trabalhos confiáveis. Realizado por uma piercer que estuda, se atualiza, investe em conhecimento,. procedimento e materiais de qualidade dentro da sua realidade.”
Hoje o projeto conta com 5 moderadoras, que além de avaliar os perfis que desejam entrar e divulgar seu trabalho, dão suporte às mulheres que não conseguem entrar ainda. Às vezes por falta de algum workshop mais atualizado ou por trabalhar com material não seguro. O próximo objetivo do projeto, segundo Sylvia, é torná-lo uma rede de apoio para as piercers que ainda não trabalham com segurança ou material de qualidade, passando contatos de confiança para workshop e fornecedores de materiais e joias.
 

A piercer Raquel Furcin do interior de São Paulo é uma das apoiadoras do projeto. Foto: divulgação

 

A piercer Drika de São Paulo soma com o time apoiando o projeto. Foto: divulgação

 
É um projeto antifascista criado por um grupo de mulheres que buscam dar visibilidade ao trabalho de outras mulheres e ao mesmo tempo, colaborar com a formação e orientação para que todas consigam entrar e permanecer na profissão de modo seguro. Em tempos como o nosso, o projeto chega como um grande respiro. Longa vida!
 
 
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