Pessoas como livros é um projeto dinamarquês que ganhou o mundo

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O dinamarquês Ronni Abergel criou o projeto Human Library (biblioteca humana, em português) na primavera do ano 2.000. Com a proposta de não julgar alguém, o projeto se espalhou por diversos países (inclusive no Brasil), alcançando seis continentes.

A premissa do trabalho está baseada na popular expressão “não julgue um livro pela capa”. Aqui, a ideia é aplicada diretamente em pessoas, na busca de construções e relações humanas mais sensíveis e empáticas. Os “livros” – que são pessoas de verdade – estão dentro do que entendemos por dissidências. São pessoas com deficiência, neuroatípica, não heterossexual, não cisgênero, não branca, não monogâmica, ateia… Pessoas vivendo com HIV, pessoas com modificações corporais e, tantas outras formas de ser e estar no mundo, que destoam da hegemonia e que também fazem parte da “biblioteca”.

A pessoa leitora escolhe o tema que a interessa e recebe o “livro”, o qual poderá fazer perguntas diversas para aprender com a história escrita e inscrita no corpo e na subjetividade. A dinâmica é ocupar e construir um espaço seguro, em que irão se sentar a pessoa que lê e a pessoa que se coloca como livro e conversarem por 30 minutos.

Há um foco bastante significado – em diferentes países – que tenham livros sobre e com pessoas freaks. São os 30 minutos de conversa que podem fazer muita diferença. Se Ailton Krenak nos alerta e nos provoca que podemos adiamos o fim do mundo quando contamos mais uma história, que a contemos então.

Para conhecer o projeto acesse o site abaixo:
https://humanlibrary.org/



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