Novo documentário sobre Fakir Musafar circulará nos cinemas dos EUA

Em 2022 escrevemos AQUI que estava ocorrendo uma arrecadação de fundos para produção de um novo documentário sobre o Fakir Musafar (1930-2018). Eis que deu tudo certo e vamos falar sobre ele agora.

A Body to live in – flesh as philosophy (Um corpo para se viver – carne como filosofia) é um filme do estadunidense Angelo Madsen (1983-presente) que conta a história de Fakir Musafar. A obra será distribuída nos Estados Unidos pela Altered Innocence, com quem é possível adquirir uma cópia.

Celebremos porque é a história do Fakir Musafar sendo contada pela lente de um diretor transgênero.
Celebremos porque é a história do Fakir Musafar sendo contada pela lente de um diretor transgênero.
Celebremos porque é a história do Fakir Musafar sendo contada pela lente de um diretor transgênero.

No Brasil o filme participou de festivais em 2025, no 9º Festival ECRÃ no Rio de Janeiro e no Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba em Junho, todavia não constam novas datas de exibições após a temporada dos festivais.

A sinopse do filme diz:

“A body to live in oferece um olhar intransigente sobre a ascensão da arte performática BDSM, da modificação corporal e do movimento cultural dos “primitivos modernos”, através das agonias e êxtases do artista transgressor Fakir Musafar e das comunidades que o cercavam. Combinando imagens raras de arquivo com as vozes de pioneiros queer e artísticos, o filme mostra como a dor, o ritual e a transformação se tornaram ferramentas de identidade, sobrevivência e autoexpressão. Percorrendo desde os primeiros experimentos e encontros secretos até o surgimento de uma subcultura global moldada pela crise da AIDS e pela reinvenção espiritual, o diretor Angelo Madsen (North by Current) revela não apenas a história de um artista, mas uma história coletiva de corpos em revolta – questionando o verdadeiro significado de viver livremente na própria pele.”

No site oficial de A body to live in temos a seguinte apresentação:

“A arte queer da modificação corporal ganhou destaque em 1989, quando o movimento “Primitivos Modernos” de Fakir Musafar impactou culturas alternativas ao redor do mundo através da revista punk Re/Search. Fotógrafo, artista performático e ritualista, o trabalho de Musafar mobilizou toda uma geração de artistas, pensadores e buscadores. “A body to live in” apresenta este fascinante ícone do “gênero flex” para revelar a rica história da modificação corporal no Ocidente e suas controversas interseções com a sexualidade e as práticas espirituais.”




Cartaz do filme. Foto: reprodução / divulgação

Importante momento histórico em que se afirma e destaca a parte queer de Fakir Musafar, principalmente em uma comunidade tão atravessada pelo patriarcado e cis-hetenormatividade, que desbocam, entre tantas violências, na LGBTfobia.

É importante nunca esquecer que não haveria a comunidade da modificação corporal – e suas atuais milionárias indústrias – sem a comunidade LGBTQIAPN+.

É importante nunca esquecer que não haveria comunidade freak sem a comunidade LGBTQIAPN+ e o quanto essas histórias se cruzam e se fundem o tempo todo.

Esperamos que em algum momento o filme tenha novas exibições no Brasil.

Para acompanhar a agenda de exibições:
https://www.abodytolivein.com/