Para os surrealistas, o corpo representado era a prótese pelo qual o inconsciente satisfazia seus anseios.
Não sei exatamente se este é o caso da body art. No começo deste ano tive a oportunidade de conviver e fotografar praticantes.
Uma vez que se atinge este objetivo a propriedade e a liberdade que se tem são únicas para cada um, especialmente na cultura ocidental onde passou a ser (popularmente) praticada á partir dos anos 50.
Romper com determinados padrões estético é algo que exige além de coragem, fé em si mesmo e em seus ideais, pois é algo feito para si mesmo. Quase nunca para chocar.
As suspensões mostram que o céu não é mais o limite e piercings e implantes genitais são um ato de amor (se não exagero em dizê-lo), pois a prioridade é o prazer sexual do parceiro.
Tatuagens quase sempre selam amizade ou amor, além de por a flor da pele algo importante para quem as possui.
Mais que moda, a body art expressa o que muitas vezes as palavras não o fazem exatamente.
Não é mutilar, nem flagelar-se é quando o corpo abandona sua vulnerabilidade e alcança o pensamento.
Fotos e artigo por: Monika Jung
Modelos: Gnomo, Freak Boy, Gordex, Dark Freak e T. Angel.
muito bom…
Adorei demais, essa frase ”Não é mutilar, nem flagelar-se é quando o corpo abandona sua vulnerabilidade e alcança o pensamento” é a melhor que li até hoje.