Psicóloga explica como profissionais com tatuagens podem atender pacientes em saúde mental

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A psicóloga Paula Souza Oliveira do Blog Coisas de Psi. Foto: reprodução/Facebook

Acreditamos que uma das armas mais poderosas na luta contra o preconceito e a discriminação seja a educação. Ao longo desses anos todos trabalhamos com essa premissa. E a melhor parte é que sabemos que não estamos sós.

A psicóloga Paula Souza Oliveira que mantém o blog Coisas de Psi fez uma publicação bastante interessante, simples e importante, orientando como profissionais da psicologia que tenham tatuagens podem atender pacientes em saúde mental.

As dicas simples, objetivas e óbvias, afirmam e reforçam aquilo que sempre dizemos, isto é, que precisamos definitivamente parar de excluir pessoas do mercado de trabalho por conta de seus corpos.

A psicóloga – que é tatuada – explicou ainda no Facebook que esse foi um receio que ela teve no passado e que ainda é presente hoje. Abaixo reproduzimos o seu depoimento:


“Por muito tempo – confesso que ainda um pouco até hoje – tive receio de ser uma psicóloga tatuada. 
Aprendi desde a faculdade que fatores pessoais dos profissionais podem e/ou influenciam no processo psicoterapêutico. A neutralidade é fundamental. 
Então, li sobre a influência da tatuagem, vi vídeos, conversei com professores TATUADOS e descobri o seguinte: Tudo pode ser fator influenciador no processo. O calor do seu consultório, o frio, o seu pequeno atraso, a sua cobrança, a sua intervenção e por ai vai.
Claro e obviamente, o paciente tem o “poder” de escolha em quais fatores ele aceita lidar no setting. E isso deve ser mais que respeitado! 
Mas você, meu colega psi, que assim como eu tem esse receio, ANTES de ser profissional, VOCÊ É UMA PESSOA. Com gostos peculiares e preferências. Não deixe completamente de ser você para ser um profissional. Com o tempo o que era para ser mais leve, pode tornar-se aversivo. Um abraço.”


A mensagem que fica pra gente disso é que se torna impossível você querer cuidar de outras pessoas, abandonando, destruindo ou negando quem você realmente é. Como já nos ensinou o Manifesto Freak, “a modificação corporal é uma extensão daquilo que você é” e, sublinha, “tenha orgulho do que você é. Não permita que ninguém retire o seu orgulho de você“.

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